Capítulo 15
O calor no interior do galpão era uma barreira física intransponível. O metal estalando sob a pressão das chamas competia com o barulho da chuva que castigava o telhado de zinco. Eu estava parada no centro do caos, a arma de Gustavo pesando na minha mão direita e o chip de memória na esquerda. De um lado, a saída sul e a liberdade imediata. Do outro, o inferno onde o homem que me comprara tentava agora enfrentar a própria ruína para me devolver a vida.
— Gustavo! — gritei, mas a min