Samanta
O teto do banheiro parecia girar em um carrossel lento e embaçado. Um zumbido agudo, que antes me ensurdecia, começou a dar lugar a vozes distantes, abafadas, como se eu estivesse submersa em águas profundas. Senti o toque frio do chão de granito contra as minhas pernas e, logo em seguida, o calor de mãos desesperadas que me sacudiam com delicadeza.
— Samanta! Por favor, abre os olhos!
Pisquei devagar. A luz branca das lâmpadas fluorescentes do banheiro agrediu as minhas pupilas, forçan