Lorenzo
O som que invadiu o quarto no início daquela manhã não era um despertador comum; era um atentado contra a sanidade mental de qualquer ser humano. Um bipe estridente, agudo e em um ritmo frenético que parecia projetado para acordar um batalhão inteiro, e não uma única mulher.
Soltei um rosnado baixo, afundando o rosto no travesseiro de Samanta na tentativa inútil de abafar o ruído. Não funcionou. O som continuava perfurando meus tímpanos.
— Pelo amor de Deus, Samanta... — murmurei, com a