Lorenzo Bellini
O silêncio de Samanta Martins era um tipo de ruído que eu não conseguia ignorar. Olhei para o relógio na parede do meu escritório pela décima vez em uma hora. 08:50. Ela nunca se atrasava sem uma justificativa plausível, e depois do que aconteceu no arquivo — depois daquela discussão carregada de uma eletricidade que ainda fazia meus nervos vibrarem —, o vácuo que ela deixou era quase físico.
Liguei para o celular dela. Caiu na caixa postal. De novo.
A frustração começou a se tr