Samanta
O beijo de Lorenzo no arquivo não era apenas desejo; era uma reivindicação. Suas mãos, ainda possessivas na minha cintura, pareciam querer fundir meu corpo ao dele entre aquelas prateleiras metálicas. Mas o encanto — ou o delírio — foi quebrado pelo som metálico de alguém tentando girar a maçaneta da porta trancada, seguido por batidas rítmicas.
— Samanta? Você ainda está aí? — A voz de Elisabeth ecoou, abafada pelo aço da porta.
O pânico foi um balde de água gelada. Eu o empurrei com u