Samanta
— Não, não, não! Isso não pode estar acontecendo! — Saltei da cama como se o colchão tivesse virado brasa, ignorando a pontada aguda que atravessou minha cabeça.
A febre podia ter baixado, mas o pânico era um estimulante muito mais potente. Olhei para Lorenzo, que se levantava da beira da cama com uma lentidão exasperante, ajustando os punhos da camisa amassada como se estivesse prestes a entrar em uma coletiva de imprensa e não em um flagra catastrófico.
O bipe da porta foi o som da mi