Samanta
Abri os olhos devagar, sentindo o peso insuportável das minhas pálpebras. A iluminação fraca da luz de emergência do quarto de hospital denunciava que já era de madrugada. O cheiro característico de antisséptico e o bip ritmado dos monitores ao redor faziam o meu peito apertar a cada segundo.
A névoa do desmaio havia passado, mas a dor e a angústia desesperadora continuavam ali, exatamente no mesmo lugar, consumindo as minhas forças por inteiro.
— Tomaz... — chamei com a voz rouca e fal