Samanta
O corredor da UTI parecia não ter fim. A cada passo que eu dava no chão gélido, apoiando-me no braço forte de Gabriel, meu peito apertava tanto que parecia prestes a rasgar. O cheiro de antisséptico e medicamentos era sufocante. A iluminação fraca da madrugada deixava as sombras mais densas, refletindo exatamente o caos que se instalara na minha alma.
Quando finalmente paramos diante das portas de vidro do andar de terapia intensiva, senti minhas pernas fraquejarem. Uma onda de arrepio