Samanta
O silêncio do quarto de hospital era suave, quebrado apenas pelo zumbido baixo do ar-condicionado e pelo som compassado da respiração que vinha do pequeno embrulho em meus braços. Depois de uma noite inteira avassaladora, carregada de dor, ansiedade e emoções à flor da pele, o mundo lá fora parecia ter parado completamente. Nada mais importava além daquela vida tão pequena que repousava no meu peito.
Gabriel havia buscado as minhas malas em casa ontem à noite, garantindo que eu tivesse