CAPÍTULO 37 — CELESTE
Existe uma diferença brutal entre imaginar o perigo e senti-lo se aproximando de verdade, não como uma possibilidade distante que pode ser analisada com alguma racionalidade, mas como algo que invade o espaço, ocupa o ar e altera completamente a forma como o corpo reage, como a respiração se comporta e como cada pensamento precisa se reorganizar rapidamente para lidar com algo que não pode mais ser ignorado, e eu percebo exatamente esse momento quando o silêncio do quarto