Mariana quase não dormiu naquela noite.
O quarto onde havia crescido permanecia quase igual, com as paredes claras, a cortina de renda balançando suavemente diante da janela aberta e a colcha florida que Rosa fazia questão de conservar desde que ela era adolescente.
Tudo naquele espaço parecia ter esperado por ela durante anos, mas, em vez de conforto, aquela familiaridade despertava uma inquietação profunda.
Deitada de lado, observava Miguel dormir na cama improvisada ao lado da sua, abraça