Assim que a caminhonete cruzou os portões de ferro da Fazenda Santa Aurora, Miguel ficou completamente imóvel.
Seus olhos percorriam cada pedaço daquela paisagem como se, de alguma maneira impossível de explicar, já a conhecesse havia muito tempo.
O casarão principal erguia-se sobre uma pequena elevação, cercado por jardins antigos, ipês que começavam a florescer e enormes mangueiras que lançavam sombras compridas sobre o gramado.
Ao fundo, os campos pareciam não ter fim, desenhados por cerca