Adrielle Hale
As paredes da minha sala agora são maiores. Mais densas. Também posso ver os prédios vizinhos, embora as persianas estejam sempre com as cortinas fechadas. Eu acho que é melhor assim. Brinco com a caneta em meus dedos, sem parar. Minha perna se move para cima e para baixo, um reflexo da ansiedade dentro de mim.
A porta da minha sala se abre suavemente. Vejo Lyla adentrar, vestida no jaleco do hospital. Está desabotoado e posso ver como sua barriga tomou forma nos últimos dias. On