As semanas passaram como um sopro. E, ao mesmo tempo, como uma eternidade delicada. Ser mãe era viver fora do tempo. Era medir os dias pelo intervalo das mamadas, pelo número de fraldas trocadas, pelo ritmo da respiração de um serzinho que agora era o centro do meu universo.
Luiz Eduardo já abria os olhos por mais tempo, seguia meus movimentos com o olhar, e dava sorrisos involuntários que me faziam perder o ar. Edward dizia que cada sorriso era pra ele, claro. Eu ria, fingia ciúmes, mas por de