Mônica Sampaio
Marcos está especialmente nervoso hoje. Na verdade, ele está esquisito, parece esconder algo. Ele toma uma taça de vinho tão rápido quanto um copo d'água. Enquanto comemos e conversamos, o observo por um tempo. É algo bem sutil e eu posso até dizer, quase imperceptível, mas como ele mesmo vive me dizendo, eu o conheço como a palma da minha mão. Ele respira fundo algumas vezes e o seu olhar as vezes foge do meu, em outras vezes tamborila os dedos no tampo da mesa e quando me olha,