Thiago cortava o trânsito da manhã de Natal com os dedos crispados no volante, os nós esbranquiçados pela força do aperto.
Parou em uma loja de conveniência, cruzou as portas automáticas em passos rápidos e foi direto à prateleira de bebidas.
Comprou uma garrafa de Bourbon e um maço de cigarros sem sequer olhar o preço.
Ao chegar ao seu prédio, largou o veículo na garagem subterrânea e recusou o elevador.
Em vez de subir, caminhou até a área externa privativa, postando-se diante do Lago Michiga