Lua
Sair da mansão Bitencourt carregando apenas a bolsa com sua carteira e uma sensação opressiva, foi o melhor que pode fazer depois daquela conversa com Nádia.
Não fez uma mala, não levou nada. Tudo ficou para trás no quarto enorme, no banheiro luminoso, na poltrona onde a camisa de Eros ainda guardava o cheiro dele, nos lençois onde ela dormiu pouco e sonhou demais, como se aquela parte recente e impossível de sua vida não coubesse dentro da bolsa que apertava contra o corpo.
Não sabia se es