Eros
Os soluços de Lua atravessaram o peito de Eros como golpes que não encontravam carne, mas alcançavam diretamente algum lugar muito mais profundo e perigoso dentro dele.
Um lugar que ele nem mesmo acreditava existir.
Sua alma.
Ela permanecia encolhida em seu colo, o corpo machucado buscando abrigo contra o dele, enquanto tentava terminar uma frase que jamais deveria ter sido obrigada a pronunciar.
Cada palavra saía partida pelo choro, tropeçando em respirações curtas, e sentia os dedos dela