Eros
O celular vibrava insistentemente no chão. Lua olhou para ele como se fosse uma besta prestes a tragá-la. Seus olhos ficaram vermelhos, paralisados no objeto, enquanto lágrimas despencavam, represando atrás das lentes dos óculos de aro.
O som eletrônico rasgava o ar pesado da suíte como uma lâmina silenciosa.
Eros percebeu a mudança dissonante na pequena mulher, que se encolhia gradativamente, feito uma flor secando, morrendo.
Não se trava de incomodo natural de alguém recebendo uma ligaçã