Beijo Proibido

A boca masculina se sobrepôs ao movimento tímido de seus lábios. Era quente como brasas, mais firme do que ela imaginou, imóvel apenas por um instante. O sangue correu rápido em suas veias e seus sentimentos se misturaram a algo cálido, escaldante emergindo em cada parte de seu corpo em contato com a pele dele.

Lua sentiu seus músculos ceder, seus nervos fraquejarem, derretendo com aquele beijo. Braços fortes a seguraram prontamente, a respiração dele ficou mais densa contra seu rosto, mais pesada, como se algo tivesse se rompido dentro daquele silêncio frio.

Tinha passado dos limites.

Não devia ter feito isso, Lucas deve ter ficado enojado...

Mas estava...correspondendo?

— Você é muito atrevida para me tocar assim… — a voz saiu mais rouca do que antes, mais baixa, mais perigosa, transformando seu íntimo em ondas de calor, sua face ardia, seu respiração ofegante. — Tem sorte que seu gosto é… surpreendentemente delicioso.

Antes que ela pudesse entender suas palavras, a boca dele voltou à sua com uma fome descontrolada, inegável. A boca masculina cobriu a dela, mas dessa vez, exigiu passagem, adentrando seus lábios, os provando com volúpia quase feroz.

A língua experiente encontrou a dela, a saboreando lentamente, dançando em ondulaçaoes eloquentes de puro desejo, fazendo Lua amolecer completamente em seus braços, e seu peito quase explodir de calor.

O beijo ficou mais rigoroso, como se ele devorasse seus lábios, os sugando, pressionando a boca dela com urgência. As mãos dele desceram por sua cintura, prendendo-a com firmeza, pressionando, descobrindo suas curvas generosas, como se ela não fosse escapar, como se ele também não pretendesse deixá-la escapar.

Tudo nela tremeu.

Medo.

Choque.

A língua dele a provocou com movimentos insinuantes, podia sentir o gosto forte do álcool, com um fundo mentolado e intenso que praticamente fez ela ofegar de desejo.

Lua gemeu ardentemente.

Buscou o pescoço de Lucas, e se pendurou nele, ansiosa por mais.

Ela deveria parar.

Deveria empurrá-lo, se afastar, recuperar o pouco juízo que ainda lhe restava.

Mas fazia tanto tempo que não se sentia desejada, fazia tanto tempo que não se sentia mulher, que quando ele a puxou ainda mais para perto, quando sua boca deslizou por sua pele e a respiração dele queimou em seu pescoço, Lua se permitiu afundar naquela loucura por mais alguns instantes.

Se isso era tudo o que teria como conforto pelo desprezo evidentemente merecido, ela ia aproveitar cada segundo.

Mas nesse momento, ele interrompeu o contato, a segurando com força exagerada, a carregou no colo.

No instante seguinte sentiu seu corpo ser jogado sobre a cama. Havia algo naquele gesto que fazia seu coração bater como se quisesse romper o peito.

- Que sabor único...! Eu quero mais! – ele rosnou, cobrindo o corpo dela com o dele.

Com os sentidos perturbados, ela sentiu o toque impetuoso em suas pernas moles feito gelatina, Lua soltou um gemido irreconhecível quando aquele homem se livrou de seu vestido com um só puxão.

O calor escaldante da boca habilidosa na sua pele sendo devorada por ele, era enlouquecedor.

- Oh ...meu Deus! – ela murmurou quando ele a tomou com uma paixão voraz, que a arrebatou completamente.

- Inferno! Por que é tão gostosa?! -  O ouviu dizer, pouco antes de se perder totalmente no prazer de seus braços e seu cheiro de perdição. – Vou me enterrar em você a noite toda!

A escuridão a envolveu, e ela se deixou levar feliz por aquele fiapo de felicidade, onde seu corpo conheceu uma paixão avassaladora nos braços do homem por quem nutria sentimos secretos.

Poderia sonhar um pouquinho...

E imaginar que Lucas não fez aquilo... por pena?

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