— É um plano. — A babá confessou, como se tivesse dizendo que o céu era azul.
— Que plano?
— Não podemos contar. — Ela deixou a xícara na mesa com um pequeno clique.
— Por quê?
Foi Teresa quem respondeu, sua voz carregando toda a serenidade do mundo. Ela nem sequer piscou.
— Porque o senhor faz parte dele.
Carlo permaneceu imóvel, os pés plantados no chão de ladrilhos como se tivessem criado raízes. A mão tatuada descansava ao lado do corpo, mas os dedos se contraíram levemente. Ele avaliou sua