Minha mãe encarou aquelas palavras brilhando no visor, com os lábios tremendo sem nenhum controle.
— Filha... Bruna, é você mesma? — Sussurrou ela, num fio de voz.
A tela piscou mais uma vez, trazendo uma nova resposta direta.
[A Ana não é um mero recipiente. Ela também sente dor.]
A expressão do meu pai travou de vez, enquanto Jorge virou o rosto num solavanco para me olhar, assustado com a revelação. Eu continuava parada diante da câmera, com aquele sorriso artificial ainda congelado no rosto,