Capítulo 15: Sombras e Sentinelas (Miguel)
O silêncio na minha casa nunca é absoluto. Eu ouço o estalar das vigas, o vento soprando nas frestas e o eco distante dos meus homens nos postos de vigia. Mas naquela noite, o barulho que me tirou do sono leve foi diferente. Foi um ruído sutil, o ranger de um degrau que só quem conhece cada centímetro desse chão consegue identificar.
Rolei para fora da cama, a mão buscando instintivamente a arma sobre o criado-mudo, mas parei antes de sacá-la. Não era