Luna não percebeu em que momento a ambulância parou, nem quando as portas se abriram, nem quando começou a ser levada para o interior do hospital. O corpo dela simplesmente continuou dormindo, pesado, como se o cansaço tivesse encontrado uma forma de desligar tudo o que doía por dentro.
Havia mãos guiando a maca, vozes dizendo “com cuidado” e “devagar”, rodas rangendo no piso liso, e ainda assim nada parecia atravessar a camada grossa que a separava da realidade.
Ela só acordou de verdade quand