Daniel ergueu o caixote de madeira que tinha pegado no galpão e o jogou na carroceria da caminhonete com força. O barulho seco do impacto do metal com a madeira me tirou do transe.
— Aonde vamos agora? — ele perguntou, limpando as mãos sujas de poeira na calça jeans antes de abrir a porta do motorista.
— Meu pai pediu pra eu passar na baia dos cavalos — respondi, abrindo a porta do carona. — Quero ver como eles estão.
Daniel apertou as duas mãos contra o couro do volante, a expressão leve sumin