Henrique
Meu escritório estava silencioso enquanto eu girava uma caneta entre os dedos e encarava a cidade pela parede de vidro. Minha cabeça continuava no quarto, na discussão com a Ísis e no maldito cartão.
— Você está parecendo um homem traído.
A voz divertida do Tadeu me fez sorrir de mim mesmo. Continuei encarando a paisagem.
— Talvez eu esteja mesmo.
— Ainda por causa do cartão? Isso já tem mais de uma semana, Henrique.
— Você sabe que não foi pouca coisa. Brigamos feio e agora tenho que