Eleonor sorriu de canto, recuperando a pose de criatura sedutora.
— Já sei o que vai dizer. Que por mim você sente desprezo, não é ?
— Não — levantei-me da cadeira, agigantando-me diante dela.
.— Por você eu não sinto só desprezo. Eu sinto nojo.
O sorriso dela sumiu, as linhas perfeitas do seu rosto se enrijecendo sob o meu olhar.
— Nojo — repeti, saboreando o peso da palavra, deixando que ela preenchesse o espaço entre nós como um veredito.
Dei um passo na direção dela, sentindo