A Primeira Caçada
O carro avançava pela estrada estreita que cortava a mata, iluminando com faróis amarelados a neblina espessa da madrugada. Helena, no banco do passageiro, mantinha os braços cruzados contra o peito, como se quisesse proteger a si mesma, ou talvez os filhos, que respiravam tranquilos no banco de trás.
“ Eles são tão pequenos, tem certeza disso? Murmurou, sem conseguir tirar os olhos da mata ao redor. “ Ainda têm dois meses... como pode esperar que sobrevivam sozinhos no meio da floresta?”
Rocco não respondeu de imediato. Apenas manteve o olhar fixo na estrada, o perfil austero banhado pela lua que atravessava as copas das árvores. Quando falou, sua voz era grave, firme, como a de alguém que conhecia uma verdade impossível de contestar.
“ Somos filhos, não crescer como as crianças normais, não são humanos, Helena. A condição humana não se aplica a eles. Você os vê como bebês... mas no sangue deles corre a herança de duas raças. Eles nasceram prontos.”
Helena apertou