Desci até o bar privativo do hotel, sentindo o ar condicionado cortar o suor frio que escorria pelas minhas costas. Pedi um uísque duplo, sem gelo.
O álcool agora não era para prazer, era para anestesia.
Peguei o rádio e informei a equipe de segurança:
— Cupertini aqui. Estou encerrando as atividades por hoje. Todos têm dispensa até as seis da manhã. Descansem.
Era um presente raro para eles, mas um egoísmo necessário para mim.
Eu precisava de silêncio. Precisava que ninguém estives