Entrei em casa com o coração leve, os pés quase flutuando. Havia algo de mágico naquela noite — talvez o vinho, talvez o toque de Lorenzo, talvez o simples fato de me sentir desejada, viva. Fechei a porta com cuidado, tentando não fazer barulho. A casa estava em silêncio, e por um segundo pensei que Ana Luiza ainda estivesse dormindo. Mas bastou eu dar alguns passos até a cozinha para perceber que não.
Ela estava ali, sentada à mesa, o olhar perdido em algum ponto além da janela. O vapor da cha