Afundei no sofá da sala com um suspiro longo, o tipo que a gente solta quando o corpo está em casa, mas a cabeça continua no hospital. Os últimos acontecimentos ainda pesavam na minha mente. Nando estava dormindo, e graças a Deus estava mais tranquilo, mas minha alma... ah, essa estava em frangalhos.
O sofá parecia mais acolhedor do que nunca. Envolvi-me com a manta que mamãe sempre deixava jogada por ali, um cheirinho familiar de lavanda e amaciante que me trouxe um certo conforto. Cruzei os b