Ana Luiza Martinelli
A manhã transcorreu de forma estranha. Enzo, que até então fazia questão de me provocar com olhares intensos e comentários ambíguos, passou por mim duas vezes sem sequer me dirigir um olhar. A primeira vez, atribuí ao acaso. Talvez estivesse realmente ocupado. Mas quando aconteceu novamente, uma inquietação se instalou em mim. Algo estava diferente.
Decidi que precisava conversar com alguém sobre isso. Peguei o celular e enviei uma mensagem para Murilo:
"Murilo, preciso de