A noite estava silenciosa, com o som suave preenchendo o ar enquanto a taça de vinho nas mãos da minha mãe refletia a luz fraca da sala. Nandinho já dormia há algum tempo, e Gabriel já havia ido embora. Eu sentia meu coração apertado, o peso da verdade me consumindo. Precisava contar. Precisava dividir o que estava me sufocando.
— Filha, eu te conheço e sei que tem algo te afligindo. Me conta o que é — ela disse, me encarando como só mães sabem fazer.
Soltei um suspiro longo, como se estivesse