Mundo de ficçãoIniciar sessãoEle piscou. Algo no rosto mudou — uma sombra de reconhecimento cruzando os olhos antes que a certeza chegasse. Ele pousou a mão na frente de seu membro erguido pela atração que ele claramente sentiu por ele e então:
— Valéria? O silêncio que se seguiu tinha uma qualidade completamente diferente dos anteriores, ela olhou para ele mais um pouco mas pousou a mão no rosto e se virou de lado. O silêncio permance não era o silêncio de dois estranhos. Era o silêncio de duas pessoas que se conhecem profundamente e que, naquele segundo específico e absolutamente inconveniente, perceberam que o tempo havia feito algo com cada uma delas que o outro ainda estava tentando processar. Valéria se agachou mecanicamente e começou a recolher as toalhas do chão, porque precisava fazer alguma coisa com as mãos e com os olhos que não fosse continuar olhando para ele. — Eu… eu ouvi o barulho da água e pensei que fosse um vazamento — disse ela, e a voz saiu razoavelmente firme considerando as circunstâncias. — Eu não sabia que você já tinha chegado. Minha mãe não avisou. — Ela foi ao supermercado — disse Ricardo. Havia uma leveza controlada no tom — não exatamente diversão, mas algo próximo, ele sorriu de canto apenas. — Eu sei que ela foi ao supermercado — respondeu Valéria, de pé agora, as toalhas nos braços, os olhos cuidadosamente direcionados a um ponto que era o ombro dele e não o rosto, porque o rosto era um território que ela precisava de mais alguns segundos para estar preparada para encarar. — Boa viagem?Ela alcansa uma das toalhas para ele.
— Boa viagem — confirmou ele ainda olhando para os olhos dela, por mais que ela desviasse por vergonha. — Ótimo. Uma pausa, ela agarrou a outras duas toalhas e olha para longe dele enquanto ele se enrosca na toalha que ela entregou para ele, o abdomem amostra. — Eu vou deixar as toalhas aqui — disse ela, depositando-as na bancada com uma precisão que era puro mecanismo de defesa — e vou… jantar está sendo preparado. A mamãe vai chegar logo. Ela recuou em direção à porta. — Valéria. Ela parou. Virou apenas o suficiente para olhar para ele — encontrou aqueles olhos que eram familiares e, de alguma maneira que ela não conseguia articular ainda, completamente novos, algo acontecia no coração dela em relação a ele, porque? Ela se perguntava o que era e porque? — Que bom te ver — disse ele. E havia algo naquelas palavras — simples, diretas, sem ornamento — que chegou nela de um jeito que ela não esperava. Ela assentiu uma vez. — Que bom ter você em casa — respondeu. E saiu do banheiro. Fechou a porta atrás de si. Ficou de pé no corredor por alguns segundos, as costas contra a madeira da porta, os olhos no teto. O coração batia mais rápido do que deveria. É o susto, ela disse para si mesma. Apenas o susto. Desceu as escadas. E não voltou a subir até ter certeza de que havia dado tempo mais do que suficiente para que ele terminasse o banho, se vestisse e descesse primeiro. Porque havia certas coisas que Valéria Valente era muito boa em gerenciar. E havia outras que ela preferia não examinar de perto. Pelo menos por enquanto.Enquato Ricardo parecia ter gostado da situação, ele sorriu depois que ela saiu, comentou de forma mental o quanto valéria estava diferente e muito gostosa, mas ao mesmo tempo ele se repreendeu já que foram criados como irmãos, ele não poderia pensar assim dela. Ele voltou para o banho afim de relaxar um pouco antes de descer e lidar com sua irmã, seu membro estava duro e mostrava resticio da excitasão que acabará de sentir, sua mente continha flashs dos olhos de Valéria e do rubor em seu rosto, o que fazia ele sorrir de baixo do chuveiro enquanto a água caia sobre seu corpo novamente.
Quem diria que Valéria mudou tanto em cinco anos, ele saiu daqui e ela era apenas uma menina de desesseis anos, bonita mas ainda muito menina e jovem , não a mulher de agora.







