Pietro Castellane:
O silêncio dentro do carro é quase palpável. Fernanda está sentada ao meu lado, os dedos entrelaçados apertando-se com tanta força que as pontas dos dedos dela estão brancas. Ela está nervosa, e eu não posso culpá-la. Depois da noite que tivemos — ou melhor, da noite que ela não se lembra — é natural que ela esteja se sentindo desconfortável. E o pior, é que eu acho que ela fica uma gracinha quando está assim.
Em uma rápida olhada pelo espelho retrovisor, a vejo mordendo o