4. Exposto
POV do Scott
Eu não conseguia conter o sorriso no meu rosto. Eu tinha acabado de arranjar uma vadiazinha maravilhosa — uma bem selvagem. Mais cedo nesta manhã, ela tinha ido me ver no meu escritório. Eu entreguei o contrato a ela, estabelecendo que ela seria o meu brinquedinho até que eu dissesse o contrário.
Originalmente, eu tinha dito a ela que seria até eu voltar para Londres. Eu planejava levá-la comigo para lá se ela aceitasse. Havia algo sobre ela… De repente, me senti como um garoto, animado com uma garota nova por quem se apaixonou.
A única coisa que me impediu de dobrá-la sobre a mesa e foder com o juízo dela foi a pequena careta de dor que escapou dela quando deslizei meus dedos para dentro da sua boceta.
Com sorte, esta noite, saborearei aquela boceta de novo. Me ocorreu o que eu tinha esquecido. Enviei rapidamente uma mensagem para ela sobre a consulta com o meu médico. Eu queria ter certeza de que ela estava limpa, porque planejo foder aquela bocetinha no pelo, comê-la quando e como eu quiser.
A voz da minha assistente veio pelo interfone. — O Sr. Smith quer...
— Deixe-o entrar — respondi antes mesmo que ela terminasse a frase.
A porta se abriu, revelando meu amigo e parceiro de negócios, Collin. — A que devo a honra desta visita, Collin?
— Como assim? Não consegui te ver na festa ontem à noite, então achei que deveria te fazer uma visita hoje.
— Entendo... — De que outra forma alguém responde a isso?
— Aquela jovem que saiu do seu escritório, quem é ela?
— Não é da sua conta — disparei contra ele.
— Ela é jovem demais para você e para os seus jogos, não acha? — ele insistiu, tentando meter o nariz onde não era chamado.
— Se esse é o motivo da sua visita, aconselho você a ir embora agora. — Falando em visitas, preciso visitar o Jack hoje. Prometi que iria.
Collin saiu, mas não antes de dizer: — Não faça algo que coloque esta empresa em risco — que coloque nós dois em risco. Vou indo. — Com isso, ele foi embora.
— Samantha — chamei minha assistente.
— Sim, senhor — a voz dela zumbiu do outro lado.
— Cancele todas as reuniões que tenho hoje. Reagende, estarei saindo em cinco minutos.
— Sim, senhor. — Ela sabia o que fazer, sem perguntas, direto ao trabalho.
Cheguei em casa, tomei um banho para recuperar o controle e acalmar o tesão que parecia persistente. Mudei para algo mais casual e fui para a casa do Jack. Fazia séculos que eu não ia lá.
Na casa do Jack, o ambiente parecia pacífico, muito parecido com o que um lar deve parecer. — Eu vim visitar como prometi, seu Tomé desconfiado! — brinquei. Eu sentia falta disso.
— Ou era isso ou ser esfolado vivo — ele rebateu. Ri da piada dele. Quem diria que o Jackson Garcia sorriria tanto depois de ser traído pela própria esposa e se arruinar se entregando a algumas merdas.
— Então, onde estão sua irmã e sua filha?
— Minha irmã saiu para resolver um assunto urgente e minha pequena... minha filha está em casa. — Ele prosseguiu pedindo a uma das empregadas para chamar a filha. — Diga a ela que é importante. — Importante?
Em menos de dois minutos, a garota apareceu. De fato, ela não era mais uma menininha. Parecia focada em algo no celular.
— Eliana — o pai dela chamou e, num instante, ela ergueu a cabeça e nossos olhos se travaram. Ela era a mesma garota da noite passada! O que foi que eu fiz?! Ela mentiu para mim. Cristo! Ela tem dezoito anos... isso explica a máscara, o sangue. Ela provavelmente nunca tinha feito sexo. Eu deveria ter desconfiado. Como eu digo ao meu melhor amigo que fodi a filha dele e tirei a virgindade dela?
— Você? — Não consegui me controlar. A expressão no rosto dela provou que ela sabia o tempo todo. Ela mentiu sobre a porra do nome e da idade. Como eu explico isso?
— O que há de errado, Scott? — Jack perguntou, confuso com o meu estalo.
— Não é nada. É que nos conhecemos na lanchonete mais cedo e ele não me reconheceu. — Ela mentiu. Cacete! Ela nem precisa pensar antes de mentir… Eu estava com muita raiva, mas não podia negar que, mesmo depois de descobrir, ainda me sentia atraído por ela.
Preciso acabar com isso. Pensar que eu estava ansioso para fodê-la esta noite, ela é como uma filha para mim. A filha do meu melhor amigo!
— Entendo. Você se lembrou dele, não foi?
— Lembrei sim. — Ela sorriu para o pai, com os olhos vagando até mim.
— Que bom. Agora que me lembrei, a Eliana vai frequentar a escola de artes em Londres. E como você fica mais lá, eu estava esperando que você pudesse me ajudar a tomar conta dela enquanto ela estiver por lá.
O quê?! Isso não podia estar acontecendo, porra. — Claro, ficarei feliz em fazer isso — respondi, forçando um sorriso falso para o Jack e lançando um olhar enojado para a Eli.
Uma chamada entrou, finalmente! Uma desculpa para pegar um ar e processar tudo lá fora.
— Com licença, preciso atender isso. — No momento em que saí, passei os dedos pelo cabelo em frustração. Não há como esconder isso do Jack, como caralho eu vou contar para ele?
— Sr. Scott! Sr. Scott! — Eli chamou enquanto corria em minha direção. — Me desculpa, eu...
— Você sente muito? Você sente a porra do muito? Você planejou isso, sua canzoadazinha! O que há de errado com você?
— Eu só queria que você... que você olhasse para mim... me quisesse. — Que porra ela está dizendo?
— Isso é proibido! Você é a filha do meu melhor amigo, pelo amor de Deus!
Ela se aproximou, passando as mãos pelo meu peito. — Eu sei, mas eu sempre te quis e sei que você me quer também. Depois da noite passada...
— Cala a boca! — urrei enquanto a jogava para o lado com raiva. Ela caiu no chão com um baque surdo. Qual era exatamente o meu problema? Eu não deveria tê-la empurrado daquele jeito. Corri para ajudá-la a se levantar.
Ela estava em lágrimas. Quando a ajudei a ficar de pé, um choro escapou da garganta dela, aquilo dilacerou minha consciência. — O que foi, Eli? — perguntei enquanto a pegava nos meus braços.
— Meu tornozelo...
— O que está acontecendo aqui? — O som da voz do pai dela a cortou. Fiquei estático no lugar, incapaz de dar uma resposta plausível.
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