Alina
A porta se abriu e minha mãe me recebeu com um abraço caloroso, daqueles bem apertados. Seus olhos me atingiram em cheio — ternos e suaves — como um lembrete silencioso de todas as vezes em que já me curvei às exigências do meu pai apenas para preservar aquele brilho intacto nela.
Era a doçura dela… uma inocência teimosa que, mesmo depois de adulta, nunca a abandonou.
E foi por isso — por esse olhar puro demais para um mundo tão cruel — que eu sempre desisti de mim mesma.
Por ela, eu enfr