No dia seguinte
A luz da manhã invadia a cobertura silenciosa, atravessando as janelas amplas, mas não conseguia aquecer o ar congelado que pairava no ambiente. Yanika permanecia sentada na poltrona da sala, o olhar distante, os dedos entrelaçados com força sobre o colo. O corpo ainda carregava a memória daquela noite — uma mistura de calor e frio que parecia querer despedaçá-la por dentro.
Ela observava o apartamento, como se estivesse tentando encontrar ali alguma resposta, algum sinal de que