Karol segurou Sofia no colo enquanto caminhava até a portaria do prédio com as mãos tremendo discretamente. As malas pareciam mais pesadas do que realmente eram, talvez porque carregassem muito mais do que roupas, documentos e brinquedos infantis. Carregavam o fim de uma vida inteira. Cada passo que ela dava em direção à entrada do prédio parecia arrancar um pedaço da realidade que sustentou durante anos, como se finalmente estivesse atravessando uma linha invisível da qual não existia retorno