Andrew
Eu estava dormindo profundamente quando o telefone tocou. O som cortou a madrugada como uma faca afiada. Acordei confuso, tateando o aparelho na mesinha ao lado da cama. Olhei o relógio: 03:00. Número desconhecido. Atendi.
— Alô?
A respiração do outro lado veio pesada, masculina, carregada de algo que não sei se era raiva ou excitação.
— “Cuide da sua mulher.” — a voz disse, fria, quase sem emoção. — “Alguém quer terminar o que começou.”
Meu corpo despertou inteiro na mesma hora.
— Quem é você? — rosnei, levantando-me na cama. — Fala agora!
Mas a linha ficou muda. Depois, o som seco da ligação encerrada. Fiquei parado por alguns segundos, ouvindo meu próprio coração batendo forte demais.
Virei o rosto e vi Ruby dormindo profundamente, a mão apoiada sobre a barriga redonda, como se instintivamente já soubesse proteger nosso filho até enquanto sonha.
Sentei ao lado dela e passei a mão por seus cabelos.
— Eu juro que ninguém vai tocar em vocês dois. — sussurrei, sentindo o peso da