É agora ou nunca, penso comigo mesmo, apertando as mãos contra o peito para tentar parar o tremor. Levanto um pouco a cabeça, olho diretamente para eles, e tento fazer a minha voz sair firme, mesmo que por dentro eu esteja morrendo de medo.
— Quem são vocês? — pergunto, e a voz sai um pouco mais alta do que eu esperava, ecoando pelas paredes vazias da cela.
O homem de cabelos pretos é o primeiro a reagir. Ele me olha com aqueles olhos profundos, sérios, e responde com uma voz grave, calma, que