116. Filhote.
Caroline Hart
A dor me cortava como agulhas.
Eu não conseguia gritar. Não conseguia chorar.
Era somente uma dor visceral, como se estivesse dentro das minhas entranhas.
Não era só física. Algo dentro de mim se rompia, como se cada célula do meu corpo estivesse em guerra. O calor subia pelas pernas, o peito apertava, e os gritos se prendiam na garganta.
"Respira, Caroline", disse a médica, colocando as mãos em meus ombros. "Mais uma contração. Está vindo forte."
Meu bebê era prematuro, eu est