117. Amor
O cheiro do inimigo já tomava a floresta.
Metal. Óleo. Carne suada. Eles vinham preparados. Vinham armados. Mas não era isso que me preocupava. Era o outro cheiro… o mais sutil… o que queimava a garganta e entorpecia os sentidos.
Feitiçaria.
Rosnei baixo, sentindo meus músculos se tensionarem. O lobo dentro de mim estava em fúria.
Eles estavam na nossa fronteira. Lobos desconhecidos, encapuzados, de olhos vidrados como soldados programados para matar. Eram pelo menos doze. Muitos jovens. Tolos.