Fernanda Vasques
Eu estava jogada no sofá, com um livro de suspense apoiado nos joelhos, tentando desesperadamente focar nas palavras. Mas, para cada linha que eu lia, a imagem do Pietro Cavallini surgia entre as frases, como uma marca d'água persistente.
Aquele idiota.
Sorri sozinha, olhando para a tela do celular que descansava ao meu lado. A última mensagem dele ainda estava ali, gravada na minha retina. "Viga inflexível", "cabelo bagunçado"... Ele tinha um talento irritante para me desarma