O Carlos achava que íamos de carro até o Atelier. Percebi isso quando o vi pegar as chaves do carro.
— Não é preciso — respondi, conti o sorriso e picando-lhe o olho. — Confia em mim.
Ele olhou-me, talvez, na espera de que eu falasse, mas decidi fazer suspense. Então pedi-lhe apenas que descesse as escadas. Ele obedeceu sem insistir. Gostei disso, era como uma confiança silenciosa.
Quando cheguei ao corredor inferior, ele aguardava junto à porta do prédio. Com mãos nos bolsos, calmo. Agarrei-