O sol da manhã de sábado entrava pelo para-brisa, derramando uma luz dourada sobre o interior do carro. Era uma luz tranquila… quase enganadora, em contraste com a tensão discreta que se instalava nos meus ombros.
Carlos conduzia com firmeza com uma mão no volante. A outra encontrou a minha sem esforço, como se já soubesse exatamente onde eu precisava dele. Entrelaçou os dedos nos meus, e eu apertei de volta, ancorando-me naquele gesto simples.
Deixar o hotel para trás não foi apenas uma saída.