— Então o que o senhor sugere?
— Se aconteceu uma vez, pode ter acontecido antes. Outra pessoa pode ter sofrido o mesmo que a vítima, é atrás dessa pessoa que eu irei. — Pela primeira vez o vejo me encarar com esperança no olhar.
Todos me encaram assim quando consegue ver uma razão para continuar a lutar, ainda que seja pequena.
— O que eu faço? — Ele faz a pergunta com a voz embargada pelo choro.
— Você aguardará o seu julgamento em casa em prisão domiciliar.
— Mas como? O senhor disse…