O rosto dele muda.
Ele desencosta da mesa. Em três passos largos, ele cruza a sala e para na minha frente.
Tão perto que eu tenho que inclinar a cabeça pra olhar pra ele.
— Eu não te promovi pra te humilhar. — Ele fala baixo. — Eu te promovi porque eu não vou deixar você escondida num departamento qualquer.
— Por quê?! — Desafio. — Fala!
— Porque eu preciso ver você. — Ele diz. — Porque desde que eu vi aquela marca no seu ombro, eu não consigo pensar em outra coisa. E eu prefiro você aqui dentro, me odiando a três metros de distância, do que longe de mim onde eu não posso ver o que você tá escondendo.
Silêncio.
Ele tá admitindo.
Não é só controle profissional. É obsessão.
— Você é doente. — Sussurro. — Você botou um alvo nas minhas costas só pra satisfazer sua curiosidade.
— Eu botei você no topo. — Ele corrige. — Você tem o cargo. Você tem o salário. Você tem a autoridade.
Ele segura meu queixo. O toque dos dedos dele é quente, firme.
Meu coração dispara.
— Se a Yasmim