Diferente do que Anthony estava pensando, Layla não estava triste.
Ela estava com medo.
Medo do que aquelas sensações despertavam nela, medo de coisas que não estavam mais sob seu controle, medo de admitir que ela não conseguia mais separar os dois mundos.
A situação no trabalho, a relação indefinida dos dois, a família dele, tudo se misturava e se tornava pressão demais para ela. Anthony vinha oferecendo muito, atenção, cuidado e presença. E, embora tudo aquilo parecesse bonito e até desejável, também era assustador. Presentes criam expectativas. E expectativas cobram um preço alto demais de quem já perdeu nas mesmas circunstâncias.
— Agora, vamos falar sobre nós.
Layla apenas acenou. Não confiava na própria voz para responder, ainda mais com as mãos dele segurando seu pescoço, um gesto íntimo demais para alguém que dizia querer “apenas conversar”.
Anthony deu um passo para trás e segurou a mão dela, conduzindo-a até o sofá. Layla sentou primeiro; depois, ele se acomodou ao