“Park Ji-Hoon”
Esfrego os olhos e me levanto para preparar uma xícara de café. Cheguei cedo ao meu gabinete. Olho para o meu relógio, cinco horas da manhã. Apesar de ter dormido mal, tive que acordar cedo para, além de resolver as demandas do trabalho regular aqui do navio, assistir às gravações das câmeras de segurança, tanto externas, quanto do interior da minha sala.
E, como sempre, meu fiel amigo Juan, está aqui para me acompanhar. Juan também passou boa parte do dia de ontem em cima do pessoal da tecnologia para resgatar todas as imagens. E, como eficiência é o sobrenome dele, elas estão todas aqui agora, em meu computador.
— Senta, aqui, Juan. Puxa uma cadeira e venha para cá. Eu preciso da sua companhia para assistir isso. Não quero ver essas cenas sozinho.
— Claro, patron. É melhor eu ficar aqui também para o segurar, caso o senhor queira quebrar a cara da bruja.
O canto da minha boca se ergueu em um sorriso torto. É doloroso saber que uma pessoa a quem eu amava como uma irmã,